"Queermuseu" é retirada

Após protestos em redes sociais, a exposição "Queermuseu", no Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), foi encerrada. O título atraiu um público que criminalizou a montagem. Os internautas avaliaram a mostra como ofensiva. Religiosos a avaliaram como blasfêmia. A criminalização da montagem coloca a estética no centro da discussão: o que é arte? Quais os limites da expressão artística? A instituição financeira foi instada a fechar a exposição, instaurando a censura. A arte parece chocar mais os fiscais do ciberespaço que a violência destruidora de vidas, a cultura do estupro e a pedofilia.

Hipocrisia é a nova censora. Foto: Facebook/Reprodução

"Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira" gerou polêmica dentro e fora do estado. As queixas se basearam em apenas três das 264 obras exibidas desde 15 de agosto. Alguns trabalhos foram concluídos há 20 anos. O movimento de criminalização da exposição teve viés político. O Movimento Brasil Livre (MBL) usou as redes sociais para bombardear a mostra, em represália ao deputado Jean Willys e alguns "esquerdistas".

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