Tenente que matou Igor é indiciado

Militar foi blindado pela corporação e seu nome e rosto não foram divulgados, ao contrário do que acontece com pessoas comuns nas páginas policiais. Segundo a assessoria de imprensa da PMMG ele foi afastado das atividades operacionais.

Tese corporativista de que o militar agiu em legítima defesa foi desmontada

O Tenente PM, de 29 anos, que executou em Ouro Preto o jovem Igor Arcanjo Mendes, durante abordagem policial, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio. Os demais militares envolvidos na ação responderão pelos crimes de abuso de autoridade e prevaricação e por conduzir e ouvir menor de idade em procedimento militar sem a presença de um representante legal.

A perícia técnica indicou que, entre o momento da ordem de parada do carro e o disparo do policial, não haveria “tempo suficiente para que as pessoas abordadas descessem do veículo”. Isso desmonta a tese corporativista de que o militar agiu em legítima defesa. A corporação abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o ocorrido e informou em nota que a Corregedoria acompanha o caso desde os primeiros momentos.

Execuções extrajudiciais e violações de direitos humanos cometidos pelos agentes do Estado contra pobres e jovens negros podem ganhar um aliado. No final da tarde de terça-feira, dia 10 de outubro, o Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 44/2016, que transfere o julgamento dos homicídios dolosos praticados por militares contra civis para a Justiça Militar. Ou seja, as violações cometidas pelos militares serão tratadas em "foro privilegiado".

A proposta de lei aprovada no Senado está na mesa de Michel Temer para sanção presidencial. Será a garantia de que a polícia poderá cometer todo tipo de violações que não será responsabilizada. A comissão de Direitos Humanos da ALMG, através do deputado Rogério Correia (PT), pediu a troca do comando do 52º BPM em Ouro Preto.

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