Cidade

Nova pintura da Igreja da Sé

Na segunda-feira (27) a comunidade da paróquia Nossa Senhora da Assunção, conhecida como Sé de Mariana, se reuniu com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na igreja Nossa Senhora do Carmo, para a audiência pública que decidiu as novas cores da Catedral da Sé: bege e vinho.

Segundo a coordenação da Paróquia, a ideia de deixar a comunidade decidir as novas cores da igreja da Sé veio de uma reunião realizada na semana passada pelo Iphan, com a presença de especialistas de conservação e restauração. Após concordarem que poderia haver dois padrões principais de pintura, cinza e verde, tons atuais, e a nova proposta, bege e vinho, o grupo achou importante a participação popular no processo.

"A gente está numa fase da obra que precisa dessa decisão, que é sim técnica, mas também está muito relacionada com o imaginário da comunidade, com a relação que as pessoas criam com o patrimônio cultural”, explicou Flora Lopes Passos, arquiteta do Iphan.

Fechada desde fevereiro do ano passado, a Igreja da Sé estava entre as 15 obras de Mariana a serem restauradas com recursos do PAC Cidades Históricas. As obras da restauração da Matriz contemplaram as alvenarias, pisos, forros, telhado, estrutura e drenagem, além de outras intervenções de conservação preventiva.

 

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Bandeirantes

A prefeitura iniciou as obras de recuperação da estação ferroviária de Ribeirão do Carmo, no distrito de Bandeirantes. A ação é resultado de um convênio entre o município e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a confecção do projeto de restauração com recursos do Ministério do Turismo, na ordem de R$ 350 mil oriundos do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Mariana. Atualmente está sendo executada a reforma do telhado. O espaço também abrigará uma escola infantil, conforme solicitação da comunidade. O término está previsto para o primeiro semestre de 2017.

 

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Manifestação

Comerciantes, moradores, autoridades e membros do grupo "Justiça sim, desemprego não" fazem manifestação a favor da retomada das atividades da Samarco em Mariana, no sábado, 05/11, na praça da Sé.

O presidente da Câmara, Tenente Freitas, o vereador Juliano, o prefeito Du e a candidata Martha Rodrigues estavam entre os manifestantes que defendem a retomada imediata das atividades da Samarco, em virtude do desemprego que assola Mariana e da queda do comércio após o desastre ambiental de Fundão.

Mariana contabiliza mais de 13.000 desempregados e os comerciantes estão apreensivos com o futuro da cidade, que depende da mineração.

 

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Cempa recebe premiação

Os alunos do Centro de Educação Municipal Padre Avelar (Cempa) receberam, no dia 15 de outubro, a premiação referente às colocações de destaque do 3º Concurso Internacional de Literatura da Academia de Letras, Artes e Ciências do Brasil (Alacib).

No Auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP, representando a categoria Poesia (Juvenil, 13 a 17 anos), o aluno Paulo Henrique de Souza Vieira conquistou o terceiro lugar. Quem também conquistou o terceiro lugar, já na categoria Crônica (Juvenil, 13 a 17 anos), foi a aluna Mídian Júlio Benedito.

O professor do Cempa, Milton Rosa reforçou a o talento dos alunos e a satisfação com o empenho aplicado. “Parabéns aos alunos do Cempa pelo excelente desempenho no concurso literário da Alacib. A dedicação e o empenho nas produções de textos contribuíram para que vocês alcançassem a premiação", pontua o professor.

 

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Samarco: retorno incertoArquivo Samarco

A Samarco formou um grupo que tem informado às instituições e movimentos envolvidos e interessados na volta das atividades da empresa como se dará o possível retorno das atividades, previsto para o segundo semestre de 2017.

Ontem (28/9)  foi a vez do grupo “Justiça sim. Desemprego não” - #ficasamarco receber as informações dentro de um cronograma feito pela Samarco e a empresa HP Consultoria. Informações essas técnicas, que vão além do sensacionalismo midiático. Já na segunda quinzena de outubro de 2016, sob o comando da SEMAD, serão realizadas as audiências pertinentes à liberação da Cava Sul/Alegria (não se sabe ainda onde serão realizadas as audiências).

Essas reuniões vão apontar onde será possível a colocação do rejeito da empresa, por pelo menos um ano e meio, até que se reconstrua, repare ou se encontre outro local mais adequado para que o mesmo seja depositado. Existe uma ideia desse rejeito ser reaproveitado e gerar recursos para Mariana.

Segundo porta-vozes dos grupos que apóiam o retorno das atividades da empresa, o minério que a Samarco utiliza é pobre, por isso seria IMPOSSÍVEL ATÉ O PRESENTE MOMENTO utilizar o beneficiamento a seco. "A empresa salientou que não tem condições de utilizar a água do Rio Gualaxo, em função da inviabilidade logística e que a captação se dará em Brumal".

Sobre as obras do Dique S4, que foi liberado pelo Governo de Minas, sua consecução está em andamento para se evitar outra catástrofe. Os apoiadores ressaltaram que o MPMG sempre afirmou que a obra do dique não era o caminho correto, mas em nenhum momento apontou o que poderia ser feito. A Samarco garantiu que o muro histórico será envelopado, preservando a riqueza histórica. Também foi informado que o dique ficará na localidade por três anos.

Fundação x Samarco

A Fundação Renova, que recebeu aporte de R$ 20 milhões, vai trabalhar com programas que visem a diversidade econômica das localidades afetadas, além do estudo técnico norteador dos reparos, restaurações e reconstruções. A Fundação foi criada pela empresa para que todas as ações paralelas ao retorno das atividades da Samarco sejam cumpridas e devidamente respeitadas (dentro do acordo firmado com diversos órgãos competentes).

Licenciamento

A mineradora precisa de dois tipos de licenciamento para retomar as atividades: a Licença Prévia para utilização da Cava Sul/Alegria, e a Licença Integral, que vai de Mariana até o Espírito Santo contemplando os dois Estados. O MPMG mandou suspender todas as licenças da Samarco. Portanto, se a empresa retornar às atividades será com 60% de sua capacidade e, se não houver empecilho, esse retorno se dará no segundo semestre de 2017.
O rigor do MPMG e da SEMAD com a Samarco foi questionado pelos apoiadores do retorno das atividades da mineradora. "Essas licenças todas o MPMG e a SEMAD só exigem da Samarco. Fica a pergunta: a Lei não é para todos? Se estão mantendo a empresa fechada, porque não fecham as demais empresas como Anglo América, CSN, Vale? A LEI NÃO É PARA TODOS? Por que não resolvem a licença da Cava Sul/ Alegria, deixam a empresa trabalhar e aos poucos, como órgãos fiscalizadores, exijam as devidas reparações em TODAS AS MINERADORAS? O erro da Samarco serviu de exemplo para todos e agora crucificar UMA EMPRESA, beira a amadorismo, se há condições de corrigir o problema paralelo ao que cabe a empresa fazer, porque não liberar a licença da cava? Além do mais, se a empresa estivesse minerando a mão de obra marianense não estaria ociosa", ponderam.

Pessimismo

Diante do “massacre midiático” e das manifestações dos poderes públicos municipais, estaduais e federais, bem como de sindicatos e ONGs, o movimento #ficasamarco entende que a empresa caminha para a falência. "Não é isso que gostaríamos de transmitir para todos vocês, mas é o nosso sentimento. A cada passo da empresa, os órgãos competentes retrocedem dez. Não se trata da Vale ou BHP assumirem a responsabilidade das reparações. As dificuldades não estão nessas empresas em resolver, mas sim nos órgãos competentes em saber flexibilizar as exigências em prol do povo e da cidade. Lamentamos as mortes. Lamentamos o desaparecimento de Bento Rodrigues. Lamentamos tudo que ocorreu. Se foi omissão ou não, não cabe a nós como leigos julgar. Mas, não podemos nos calar. O fato está consumado e a vida precisa seguir. O que cabe à empresa deve ser cumprido", resume o grupo "Justiça sim, desemprego não".

 

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Progea participa do Desfile Cívico

Arquivo Progea

No domingo (11), o Programa de Educação Ambiental PROGEA esteve no distrito de Santa Rita Durão, onde participou do tradicional Desfile Cívico em comemoração ao 7 de setembro.

A Escola Municipal Sinhô Machado foi a responsável por colocar seus alunos e a fanfarra nas ruas de Santa Rita, juntamente com a Guarda Municipal de Mariana.

No desfile, os estudantes foram divididos em vários pelotões que lembravam as modalidades olímpicas disputadas nas olimpíadas do Rio 2016. No final do evento foram plantadas três mudas de árvores na Praça da Matriz.

A diretora da Escola Municipal Sinhô Machado e a secretária de Educação de Mariana realizaram o encerramento do evento, agradecendo o empenho de todos os alunos e funcionários do educandário.

 

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Contratadas dão calote no comércio

Manifestação de fornecedores e comerciantes lesados por empreiteiras contratadas pela Fundação Renova paralisou parcialmente a MG-129, na manhã de segunda-feira (5), em Mariana. No dia 17 de maio, representantes da Fundação Renova, da Samarco Mineração e empresários marianenses se reuniram na Câmara de Mariana para buscar uma solução para os comerciantes que foram lesados por falta de pagamento da empresa Gonçalves e Costa Empreendimentos de Construção Ltda.

Os empresários que prestaram serviços para a Gonçalves e Costa apresentaram as notas fiscais e documentação que comprova a dívida da empresa. De acordo com os documentos, a construtora deve cerca de R$ 2 milhões a fornecedores locais. O Gestor de Contratos da Fundação Renova, Giosan Souto Júnior, afirmou que o contrato com a Gonçalves e Costa foi firmado em outubro de 2016 e as reclamações dos fornecedores começaram em fevereiro de 2017. Na época, a Renova se reuniu com representantes da empresa solicitando que a mesma esclarecesse a falta de pagamento aos fornecedores e a mesma afirmou que faria o pagamento aos comerciantes.

No mês de março, segundo o Gestor de Contratos, mais reclamações de inadimplência foram feitas à Renova. Nesse mesmo mês, a Renova notificou a empresa formalmente e pediu que a Gonçalves e Costa apresentasse a relação de dívidas com os fornecedores. Mesmo com a notificação formal, a Gonçalves e Costa não forneceu os dados solicitados pela Fundação. No final do mês de março, a construtora pediu um adiantamento para pagar os fornecedores, que foi providenciado no dia 4 de abril. No entanto, a empresa não efetuou os pagamentos aos seus fornecedores e, após quatro dias, a Gonçalves e Costa pediu pra rescindir o contrato com a Fundação Renova.

Os representantes da Renova se comprometeram a reparar os danos de maneira gradual. A representante do setor Jurídico da Renova, Viviane Aguiar, admitiu que a Fundação precisa melhorar o processo de diálogo com a comunidade local. Ela afirmou que, juridicamente, a empresa Gonçalves e Costa não apresentava um risco no momento de sua contratação. “Estamos solidários, mas não podemos assumir judicialmente essa responsabilidade”, afirma Viviane.

A representante ressaltou que a Fundação Renova tem o desejo de encontrar uma solução justa para a questão, através do diálogo.
Giosan Júnior afirmou que serão criados novos critérios para que empresas locais sejam priorizadas nas próximas contratações. De acordo com o Gestor de Contratos, será estabelecido um canal direto com a Associação de Comerciantes de Mariana para que a Fundação Renova conheça mais o comércio local. “O problema exposto é complexo e precisamos buscar uma solução conjunta,” afirmou Giosan.

Foto: Edmar Geraldo/WhatsApp

 

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Novo projeto para Mundinho

Na noite de quinta-feira (23) a comunidade de Cafundão debateu um novo projeto para a Escola de Mundinho. O destino da Escola, que funcionou até o ano letivo de 2016, já vem sendo discutido em reuniões na Câmara de Mariana e também em Audiência Pública realizada no dia 8 de março. Cerca de 100 pessoas lotaram o hall de entrada. O poder público municipal pretende dotar a escola de atividades interdisciplinares, cultura, esporte e saúde. Os projetos sugeridos visam garantir o funcionamento da Escola.

 

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Reassentamento

Foto: Ricardo Guimarães

A Assembléia Geral dos Atingidos aconteceu na manhã de sábado (28), no Centro de Convenções, e validou por unanimidade a atual proposta, sob acompanhamento do Ministério Público da Comarca de Mariana.

320 pessoas do antigo subdistrito de Bento Rodrigues assinaram a lista de presença da votação do projeto de reassentamento. 190 famílias de um total de 236 participaram da votação. Este percentual corresponde a 80% de um mínimo de 75% para aprovação.

O desenho urbanístico é fruto da escuta dos atingidos e busca resgatar as referências do subdistrito. Segundo Mônica e Dalua, representantes da Comissão de Atingidos, a poligonal atende aos anseios da comunidade.

A expectativa é que o reassentamento seja efetivado em meados de março de 2019. O novo local deverá preservar, ao máximo, as características originais e os aspectos patrimoniais, urbanísticos e culturais de Bento Rodrigues, sobretudo em relação à vizinhança, à largura das ruas e à disposição dos equipamentos públicos.

 

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UFOP: doação de cabelo

Uma ação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) traz uma oportunidade para toda a comunidade ajudar mulheres com câncer. Na próxima quinta-feira (20), o programa Mais Saúde fará a campanha "Fios de Solidariedade", evento alusivo ao Outubro Rosa. Pelo terceiro ano consecutivo, a ação de apoio promoverá cortes de cabelos para doação, assim como receberá a doação de lenços e bonés. Pessoas com todos os tipos, cortes e cores de cabelo (inclusive pintados) podem doar, lembrando que o corte é gratuito, feito por voluntários.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram registrados 5.160 novos casos de câncer de mama em todo o estado em 2016. Essas mulheres enfrentam problemas de autoestima, já que perdem seus cabelos durante o tratamento. O objetivo da campanha "Fios de Solidariedade" é ajudá-las nesse sentido.

O "Fios de Solidariedade" será realizado no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB), no campus Morro do Cruzeiro, das 9h às 16h. Os participantes poderão, ainda, contribuir para a campanha com videodepoimentos ou mensagens sobre a importância de ser solidário. Participarão cerca de 50 voluntários entre organizadores, cabeleireiros e maquiadores envolvidos com o evento.

O corte pode ser agendado pela página do evento no Facebook:facebook.com/Fios-de-Solidariedade-717848921666323.

MENSAGENS - As mensagens colaborativas para a campanha já podem ser escritas, enviadas ou postadas. O material desenvolvido não precisa ser identificado e será encaminhado para os pacientes em tratamento do Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. Os cabelos irão para a ONG Que seja leve Que seja breve, de Itabira, que confecciona as perucas para os pacientes do hospital.

O contato pode ser feito pelo e-mail fiosdesolidariedade.ufop@gmail.com e pelos telefones (31) 3559-1957 ou 3559-1283.

 

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Efeméride: Mariana comemora 321 anos

O Dia do Estado de Minas Gerais ou Dia de Minas, instituído pela lei nº 7.561, de 1979, e como tal, inserido no texto da Constituição do Estado, se transformou em data cívica constitucional, conforme o artigo 256 da Constituição Estadual, promulgada em 21 de setembro de 1989. Justiça seja feita, o maestro desta iniciativa foi o saudoso professor Roque José de Oliveira Camêllo.

Graças às bandeiras paulistas, Mariana se transformou na primeira vila, primeira capital, primeira cidade politicamente organizada, primeiro bispado e arcebispado, o berço da civilização mineira e de sua raça mineral. Sua história começou com a descoberta de um filão de ouro no Ribeirão do Carmo, a 16 de julho de 1696. Portanto, o Dia de Minas coincide com o aniversário de Mariana que completa 321 anos de fundação.

Nesta data, o governador do Estado assina o decreto de transferência simbólica da Capital para a cidade de Mariana. É feriado municipal. O cerimonial do Governo do Estado cuida de tudo.

A solenidade cívica acontece na Praça Minas Gerais, antiga Praça João Pinheiro, no centro histórico de Mariana. Conjunto urbano tombado como Monumento Nacional, em 1945, a praça abriga a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Mariana, a igreja de Nossa Senhora do Carmo - a padroeira que sofreu sinistro e foi restaurada - a igreja de São Francisco de Assis - fechada e se deteriorando para alegria da indústria da restauração - e o Pelourinho, símbolo da opressão.

A efeméride representa a valorização da memória, a identidade de um povo. A instituição do “Dia de Minas” é, portanto, um convite à reflexão sobre as origens, a cultura, o testemunho da mineiridade. A data maior do calendário na cidade considerada célula mãe do estado.

Imbróglio

Através da Lei Federal nº 9093, de 12/09/1995, o 16 de Julho, data magna do Estado de Minas Gerais fixada em Lei Estadual e na Constituição Mineira foi transformado em feriado estadual. Essa lei desagradou o empresariado e motivou uma emenda à Constituição Mineira, transferindo a data para o dia 21 de abril, dia de Tiradentes, cuja comemoração do Dia de Minas se daria em Ouro Preto, abolindo o feriado marianense. Com a providencial interferência do Prof. Roque Camêllo junto aos parlamentares estaduais, conseguiu-se uma proposta substitutiva ao projeto original que mudou a redação do art. 256 da Constituição Mineira, extinguindo o feriado, mas mantendo o 16 de Julho como Dia do Estado de Minas Gerais. O Congresso Nacional houve por bem limitar a instituição do feriado estadual somente à data magna de cada Estado da Federação. O poder civil ainda decreta feriados religiosos, apesar da pluralidade, reforçando a tese da religião oficial do Estado que se diz laico.

Brilho ofuscado

Durante décadas os prefeitos e vereadores de Mariana jamais se aproveitaram da solenidade do Dia de Minas para reivindicar ao Governador do Estado obras de interesse da cidade. Infelizmente, o Dia de Minas serviu apenas para distribuição de comendas, hoje completamente desmoralizadas. Roque Camêllo vaticinou, antes de partir, que “vir a Mariana uma vez por ano celebrar o Dia de Minas é muito pouco para uma cidade que aspira significativas realizações em benefício da primeira capital das Minas Gerais e que busca alternativas e solução para os problemas que afligem a comunidade marianense”. A cada ano, o que se apresenta nas sessões solenes públicas é apenas retórica inútil e enfadonha, cheia de promessas e pouca ação efetiva. Palanque suprapartidário. O distrito industrial foi a fantasia mais utilizada nos discursos políticos. A demagogia esvaziou a data. Mesmo a imprensa de fora vem em busca de declarações para alimentar o show da desinformação na era dos espetáculos midiáticos. Ninguém se interessou em pautar os elefantes brancos e os descaminhos da receita auferida com a exploração do subsolo. Os desempregados da cidade e a incerteza quanto ao futuro não encontraram apoio nem mesmo da igreja local.

Núcleo histórico sitiado

A criação do Dia de Minas foi boa para projetar a cidade, mas realmente a solenidade perdeu o sentido. O cerimonial isolou o centro histórico, deixou o povo do lado de fora. A efeméride é para os poucos convidados. A presença do governador restringe, todo ano, o direito constitucional de ir e vir. Uma operação de guerra é montada na provinciana cidade primaz. Medo de atentado? Medo de manifestação contrária? Na verdade, não haverá boicote das autoridades locais ao evento por causa das obliterações do selo em homenagem a Roque Camêllo.

Moeda de troca

A banalização das comendas alimenta a indústria da vaidade. São afagos do governo aos correligionários e representantes de poderes constituídos. Foi assim com os três últimos governos. As homenagens rendem dividendo eleitoral. Seria justo consultar a população para escolha do nome de um único agraciado por ano. Minas Gerais tem comenda o ano inteiro: Santos Dumont, 21 de Abril, Bombeiros, Dia de Minas, Dia dos Gerais... Na esfera municipal temos eventos fixos como Quartel dos Dragões, Marianense Ausente, Cidadão Honorário, Naná Moysés, Padre José Dias Avelar, Mérito Legislativo... Não adianta culpar o governador e poupar o Executivo e Legislativo Municipal. Essa farra encontra explicação na manutenção do poder temporal exercido na clandestinidade das alianças e interesses espúrios. Pessoas que ajudam os mais necessitados e não aparecem, ficam de fora. São os anônimos. Ou os "ninguéns" como preconizam os estudantes deslumbrados com Galeano. Tudo é pago com dinheiro público para promover os homens públicos sob os olhares complacentes dos órgãos fiscalizadores que se locupletam.

 

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Câmara aluga carro por 60 mil

A Casa Legislativa Municipal alugou um Corolla pelo valor de R$ 60.000.00, pelo prazo de 12 meses, para atender o atual presidente da Mesa Diretora, Fernando Sampaio, em viagens. São R$ 5 mil mensais para ostentar um Toyota no pátio com o dinheiro do contribuinte.

Pois bem, Fernando leiloou um Peugeot 408 Allure BVA, 2015/2016, pouco rodado. Na gestão anterior, do Tenente Freitas, a Câmara adquiriu esse veículo médio de luxo para prestar o serviço. O problema é que a receita advinda do leilão do veículo semi-novo será obrigatoriamente repassada à prefeitura.

A motivação pode estar relacionada a acerto de campanha. O dono da empresa GMP Construções Eireli EPP, que alugou o veículo, é Dorimar, ex-sócio de José Geraldo da Silva (leia-se Empar e Terra e Técnica).

Ou seja, Fernando faz a Câmara perder patrimônio e agrada a José Geraldo, o amigo que emprestou carro para sua campanha política e motivou representação eleitoral que pode cassar seu mandato de vereador e tirá-lo da presidência.

 

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IPHAN libera obra de restauro

Arquivo/Ricardo Guimarães

A Câmara de Mariana tornou pública aprovação do Iphan para execução da obra de restauro do seu prédio. O anúncio foi feito durante a reunião do dia 5 de setembro.

O Projeto de restauro é uma das 15 obras contempladas pelo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Cidades Históricas em Mariana e, de acordo com o ofício, teve a liberação da Superintendência do Iphan no dia 26 de agosto de 2016 para que a obra seja executada.

A liberação tem validade de dois anos. O documento informa também que os projetos complementares estão sendo analisados pelos técnicos do Iphan.

O restauro baseia-se no decreto nº 25 de 1937 que dispõe sobre o tombamento do patrimônio, que não podem ser destruídos, demolidos, pintados, reparados, restaurados e mutilados sem prévia autorização especial do Iphan.

 

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Representantes escolhem terreno

Ricardo Guimarães

Representantes de 103 famílias que moravam em Paracatu de Baixo escolheram no sábado (3) o local onde o novo distrito de Mariana será construído. Com 65% votos válidos, a área denominada Lucila foi a escolhida.

Os critérios para a votação foram definidos em conjunto com os moradores do distrito e representantes do Ministério Público. Essa foi mais uma etapa das ações de reconstrução desenvolvidas pela Samarco após o rompimento da barragem de Fundão.

A área possui 84,8 hectares e está localizada no distrito de Monsenhor Horta, em Mariana. Ela oferece topografia adequada, disponibilidade hídrica, facilidade de acesso a transporte público e solo de qualidade para plantio e criação animal.

A Samarco iniciará a discussão sobre o projeto arquitetônico e urbanístico, além dos padrões construtivos das moradias. O próximo passo será o diálogo individual com as famílias para a definição do local, estrutura e padrões de acabamento.

 

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