Cultura

Artes Visuais no Festival de Inverno

Exposição “Mariana, Arte Para o Céu”, com o tema Arte Sacra e Casario, acontece entre os dias 7 e 19 de julho, na Igreja da Arquiconfraria de Nossa Senhora Rainha dos Anjos

A exposição sobre arte sacra e casario contará também com oficinas de entalhe e pintura abertas a todos os interessados, além de diversas apresentações culturais. Hélio Petrus, Elias Layon, Olga Tukoff, Cássio Antunes, Geraldino Silva e Rinaldo Urzedo são alguns dos artistas que estarão na exposição, que pode ser visitada durante toda a semana, das 9h às 20h. Esse trabalho faz parte da curadoria de artes visuais do Festival de Inverno Ouro Preto e Mariana | Fórum das Artes 2017, que este ano comemora 50 anos.

Oficina de entalhe

A mais tradicional oficina de entalhe em Mariana surgiu com Hélio Petrus. O respeito à tradição fez com que o escultor investisse em jovens artesãos, preparando discípulos, como nas eras medievais e no setecentos mineiro. Ensinou-lhes, a princípio, o corte e as tarefas iniciais da escultura. A experiência adquirida transformou alguns dos aprendizes em novos escultores, com sua linguagem pessoal e sua produção própria, mantendo, entretanto, a atividade auxiliar para a obra do mestre.

Oficina de pintura

Geraldino Silva, ao contrário de outros pintores marianenses, investiu tempo e recursos para montar uma escola de arte em seu ateliê. A demanda crescente provocou exposições de trabalhos de alunos na Câmara de Mariana e na Praça Gomes Freire, envolvendo também moradores e visitantes.

 

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Gabriela Pepino canta em Ouro Preto

Mineira de Belo Horizonte, Gabriela Pepino empresta seu talento a standards do jazz, blues, soul e pop. Ouvimos o CD “Fireflies”, o segundo da cantora, que será apresentado no dia 13 de julho, quinta-feira, às 21h, com entrada gratuita, na Casa da Ópera de Ouro Preto (Rua Brigadeiro Musqueira, 104). Totalmente autoral e com canções inéditas, o novo trabalho não tem nada a ver com os covers que a cantora é convidada a interpretar em suas apresentações.

Versátil, o vozeirão de Gabriela apreciado ao vivo, conforme registros no YouTube, está fortemente marcado por releituras em tons graves e que se diluem numa incrível dinâmica. Sua parceria com o consagrado violonista Gilvan de Oliveira demonstra a maturidade musical desses músicos mineiros. A audição, em alguns momentos, parece vinda da terra do Tio Sam. Gabriela canta e grava em inglês e recentemente desfilou repertório de músicas italianas.

No show na antiga Vila Rica, Gabriela Pepino estará acompanhada por Felipe Fantoni (baixo), Marcio Brant (violão), Helton Lima (bateria), Marcus Nogueira (teclado) e Claudio Moraleida (guitarra). O público ouro-pretano já conhece o trabalho da cantora. Presente nas últimas três edições do festival Tudo é Jazz, Gabriela Pepino esteve também no Festival Jazz in Marciac /França – 2010 e no festival I love Jazz 2011.

Foto: Divulgação

 

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Beatles no Festival Mariana Viva

Foto: Iris Zanetti

Nem mesmo a noite fria do domingo (04) impediu o público de acompanhar a apresentação da Orquestra Ouro Preto, na Praça Minas Gerais, em tributo aos besouros de Liverpool. No repertório, canções como Day Tripper, Yesterday, Help, Eleanor Rigby, Something e Hey Jude executadas por uma orquestra de cordas e uma banda de rock, no mesmo palco. A Orquestra Ouro Preto contabiliza 17 anos de trabalhos ininterruptos.

Foto: Iris Zanetti

 

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Ouro Branco e a Semana da Música

Festival oferece vagas em oficinas com importantes nomes da música erudita internacional e homenageia o violoncelista Zygmunt Kubala

A Semana da Música de Ouro Branco completa doze anos em 2017 e já tem data marcada. A décima segunda edição do festival, referência no ensino e na difusão da música erudita, será realizada entre os dias 8 e 14 de outubro.

Músicos e estudantes interessados em participar das oficinas podem se inscrever até o dia 25 de setembro. Para efetuar a matrícula, o candidato deve acessar o site www.semanadamusica.com e seguir as instruções.A seleção será feita pela direção artística do festival por meio de análise de currículo e vídeos enviados. A lista com os selecionados será divulgada dia 28 de setembro.

As oficinas oferecidas este ano são: violino, com Theodora Geraets, Renata Kubala e Hyu-Kyung Jung; violoncelo, com Matias de Oliveira Pinto, Eduardo Swerts e Arthur Hornig; viola com Ricardo Kubala; piano com Sérgio Monteiro e Viviane Taliberti; violão com Reinbert Evers. Além deles, participam da Semana da Música a pianista acompanhadora Risa Adachi e o Quarteto de Münster.

Este ano, o festival homenageará o violoncelista de origem polonesa Zygmunt Kubala. Um dos principais músicos do Brasil, Kubala participava de um concerto da Série “Concertos para Ouro Branco” em 2007 quando se sentiu mal. Ele tocou apenas uma frase musical e caiu. Kubala chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Faleceu aos 64 anos de um aneurisma da aorta abdominal. Como parte da homenagem, seus filhos, a violinista Renata Kubala e o violista Ricardo Kubala, participam do festival este ano.

Além das oficinas, a Semana da Música terá uma programação de concertos e recitais. Como no ano passado, um dos concertos será realizado na cidade-irmã de Ouro Preto.

A Semana da Música de Ouro Branco

A Semana da Música, uma realização da Casa de Música de Ouro Branco, há doze anos reúne ícones nacionais e internacionais da música erudita, estudantes de vários estados brasileiros e até mesmo de outros países. Os olhos de todo o cenário musical do Brasil e do mundo se voltam para a cidade do interior de Minas, que tem cerca de 30 mil habitantes. Música é o que se escuta nos quatro cantos do município: nas praças, nos colégios, no supermercado, nos centros sociais e culturais.

O festival tem como principais objetivos o aperfeiçoamento técnico e musical, a promoção de intercâmbio cultural, a divulgação da música erudita e a ampliação do seu acesso. Além do aspecto cultural e social, o evento também proporciona geração de renda e postos de serviços na região, através da contratação de pessoas físicas e jurídicas para a prestação de serviços de infraestrutura e produção.

Casa de Música de Ouro Branco

A Casa de Música é uma entidade sem fins lucrativos que desenvolve ações na área de ensino e divulgação da música erudita. Criada em 2001 por um grupo de professores e pais de alunos, a entidade tem como principais objetivos promover a difusão e a divulgação do acesso à música, criar alternativas de inserção e incentivar o intercâmbio cultural e a carreira de jovens músicos.

 

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Hebe Rôla e a linguagem dos sinos

Foto: Eliene Santos

Alunos dos 4º anos das Escolas Municipais Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida e Monsenhor José Cotta ouviram as explicações da professora emérita da Universidade Federal de Ouro Preto, Hebe Rôla, sobre a linguagem dos sinos.

Dona Hebe, como é conhecida, fez com que todos cantassem, junto com ela, parte de um poema sobre os sinos. Além disso, falou sobre os sinos com tamanha emoção e empolgação, deixando registrado nas memórias dos pequenos que o sino possui alma.

"A melodia produzida pelo sino é capaz de transmitir exatamente a dor ou mesmo a extrema alegria do momento. A musicalidade é ritmada de forma a tocar o coração daqueles que o escutam. Ele envolve o homem de uma tal forma que é possível sentir a magia suave de seu toque”, explica a professora.

Foto: Eliene Santos

 

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Livro resgata festival Skol Rock

Arquivo Jornal Insight

O jornalista Fabrício Wolff é autor do livro "O festival que você não viu”, sobre as edições de 1994 e 1996 do lendário Skol Rock em Blumenau (SC). Lançado duas décadas depois, o livro descortina os bastidores do evento, considerado o maior festival de rock do sul do Brasil na década de 90. Lançado em 1994, o Skol Rock ganhou, em 1996, status nacional. “Skol Rock, o Festival Que Você Não Viu – os bastidores” possui 164 páginas (https://www.facebook.com/livroskolrock/). Assim como em eventos da mesma natureza, não foram poucas as tentativas de retomar o Festival. O sul do país atraiu músicos internacionais de peso, como o lendário guitarrista John McLaughlin, fundador da Mahavishnu Orchestra e pai do movimento fusion. McLaughlin dedicou música em álbum a duas capitais brasileiras, Belo Horizonte e Florianópolis, onde tem público fiel.

World Wide Web não guarda registro do Skol Rock em BH

Em 15 de agosto de 1997, o trio inglês de rock progressivo, Emerson, Lake & Palmer, se apresentou em Belo Horizonte, no Mineirinho, na programação do Skol Rock. O tecladista Keith Emerson, acompanhado de seu sistema modular, moog e sintetizador, além de piano e órgão hammond, repetiu a performance dos anos 70. O maestro desferiu golpes de adaga em seu órgão, tocou deitado, de costas, subiu e balançou-se no instrumento.

Responsável pela complexidade musical do trio, Emerson utilizou partes do trabalho de compositores eruditos como Mussorgsky, Aaron Copland e Alberto Ginastera em suas longas faixas com releituras e arranjos belíssimos. O mesmo fez o baterista Carl Palmer, em estúdio e em apresentações ao vivo. Um dos melhores registros da perfeição técnica do ELP fica por conta do California Jam, de 1974.

Curiosamente, o sucesso comercial do ELP aconteceu com as composições curtas e românticas de Greg Lake, que no Skol Rock ainda exibia o vocal potente e executou clássicos ao violão. A platéia da capital mineira foi ao delírio com os paquidérmicos Keith Emerson e Carl Palmer. Para muitos jovens a banda era praticamente desconhecida. Ver aqueles quarentões tocar como garotos foi uma lição para muito músico que acompanhou o show. Os críticos musicais das alterosas não deram o devido valor à apresentação do ELP.

Há um farto material na world wide web sobre a versatilidade do trio. O encontro entre Keith Emerson e Oscar Peterson, dois dos mais virtuosos pianistas de todos os tempos, com a participação do baterista Carl Palmer e do baixista Roy Babbington (Soft Machine) está registrado em vídeo no YouTube. Nisso residia a genialidade de Keith Emerson: juntar o erudito, o jazz, o rock progressivo e o rock sinfônico; levar para o palco aquela parafernalha eletrônica analógica, numa época em que não havia Kurzweil e GEM.

"Confusion, will be my epitaph..."

O trabalho de Greg Lake no King Crimson, baluarte do progressivo e seu grupo de origem, tendo como parceiro o letrista e técnico em iluminação, Peter Sinfield, merece registro. Pena que o Mineirinho nunca teve uma acústica boa para shows dessa natureza e a qualidade técnica tenha prejudicado a ótima apresentação do ELP.

Yes em BH, sem Rick Wakeman

Aos 10 de maio de 1998, o Yes, outra lenda do prog rock, se apresentou em Belo Horizonte, em palco montado no estacionamento do Minas Shopping, sem o tecladista Rick Wakeman. O lineup: Jon Anderson (vocais), Steve Howe (guitarras e vocais), Billy Sherwood (guitarras e teclado), Chris Squire (baixo e vocais), Alan White (bateria) e Igor Khoroshev (teclados e percussão) com direito a solos de guitarra, baixo e bateria. O grupo inglês deixou um rastro de perplexidade.

Baixas

O guitarrista Peter Banks, 65 anos, primeiro guitarrista do Yes e fundador do Flash, faleceu em 08 de março de 2013. O baixista Chris Squire, 67 anos, fundador do Yes, faleceu de leucemia em 27 de junho de 2015. O tecladista Keith Emerson, 71 anos, fundador do Emerson, Lake & Palmer, foi encontrado na sexta-feira, 11 de março de 2016, com perfuração no cérebro atribuída a arma de fogo. Supõe-se que tenha suicidado. O vocalista e baixista Greg Lake, 69 anos, fundador do King Crimson e do Emerson, Lake & Palmer faleceu vítima de câncer, no dia 07 de dezembro de 2016. O baixista John Wetton (King Crimson, UK) morreu em 31 de janeiro de 2017, aos 67 anos de idade. Wetton lutava contra um câncer no cólon e em seu último ano acompanhava a banda norte-americana District 97 em apresentações ao vivo, cantando clássicos do rock progressivo. A última baixa foi o guitarrista Allan Holdsworth (Soft Machine, UK, Gong) que morreu no dia 15 de abril de 2017, aos 70 anos de idade.

Foto: Arquivo Jornal Insight

 

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